𝚁𝙸𝙾.

Minhas mãos estão sujas de tinta, cansadas de restaurar obras escritas, pinturas, e mesmo assim ainda pego em minha câmera para fotografar e amarrar seu corpo nu.

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Sua vida no mundo contemporâneo foi uma novidade, principalmente após décadas reclusa, vagando em templos taoístas que tinham o foco de nutrir e guiar o espírito de todos para o caminho da sabedoria. Naquela época, chamavam-la de Rio por sempre estar nadando quando as tardes vinham sobre a terra. Ébano, pois seus cabelos eram escuros como as árvores da floresta e sua força vital — e esses se tornaram um de seus nomes. Pintava os monges com apreço. Diziam-lhe como a cidade havia mudado, mas por anos, a mulher recusava tudo aquilo que não fosse a própria água. Após seus papéis acabarem, decidiu que não ficaria mais na imaginação o pensamento de como estavam as grandes cidades da China, que antes imperiais, agora eram apenas uma transição para a modernidade futura. Com sua bolsa, seu espírito guiou-se para todas as cidades que poderia visitar, e viu que era um mundo novo. A transição a afetou, puxando o seu corpo para mudar consigo.